Fotografia: Unsplash (licença livre).
Resposta rápida: em 2026, a febre do Nilo Ocidental chegou a cavalos em zonas onde nunca tinha sido detetada, como Gran Canaria, e voltou a Menorca. No início de setembro, Espanha somava 21 focos animais na época. O vírus é transmitido pelos mosquitos Culex; os cavalos não contagiam outros animais nem as pessoas. A melhor proteção combina a vacina (fale com o seu veterinário) com o controlo de mosquitos na cavalariça.
Primeiros casos nas Canárias e novo foco em Menorca
A 20 de agosto de 2026, o Laboratório Central de Veterinária de Algete confirmou o vírus do Nilo Ocidental em três cavalos de um centro hípico do sul de Gran Canaria: foi a primeira deteção nas Canárias. O alerta partiu de um veterinário clínico que observou sinais neurológicos. A 1 de setembro foi confirmado um quarto caso numa instalação de Santa Brígida com 54 cavalos, sem sintomas nos restantes animais. Não foi diagnosticado nenhum caso humano no arquipélago.
Nas Baleares, a 11 de setembro de 2026 foi confirmado o primeiro foco da época em Maó (Menorca), numa exploração com 30 equídeos. Segundo os dados então publicados, em 2026 o vírus circulou na Andaluzia, Catalunha, Extremadura, Castela-La Mancha, Canárias e Baleares.
Sintomas no cavalo e o que fazer
O guia do Ministério da Agricultura espanhol sobre a febre do Nilo Ocidental descreve estes sinais de alerta: alterações de comportamento, sensibilidade exagerada, contrações musculares, quedas ou movimentos em círculo, convulsões ou incapacidade de se manter de pé, com ou sem febre. É uma doença grave: cerca de um terço dos cavalos com sinais clínicos morre.
Perante qualquer suspeita, ligue ao seu veterinário. A notificação aos serviços veterinários oficiais da região é obrigatória e, como regra geral, deve ser feita no prazo máximo de 24 horas. Tenha à mão o histórico de vacinação e as deslocações recentes do animal.
Vacina e controlo de mosquitos: porque não baixar a guarda no outono
Existe uma vacina inativada autorizada na UE para equídeos. O seu veterinário indicará o esquema adequado à idade do cavalo e à situação da sua zona, e é importante registá-lo na documentação do animal. A vacina é recomendada sobretudo em animais de elevado valor ou quando a situação epidemiológica é grave.
O controlo do mosquito é a outra peça-chave, e o outono conta: as fêmeas de Culex passam o inverno em cavalariças e armazéns, pelo que o Ministério aconselha pelo menos um tratamento de inverno destes espaços com produtos autorizados.
- Elimine a água parada: esvazie ou tape baldes, bidões e pneus e corrija bebedouros que transbordem ou fugas que formem poças.
- Proteja nas horas críticas: recolha os cavalos ao fim da tarde e à noite, quando os mosquitos mais picam.
- Redes mosquiteiras na cavalariça: em portas e janelas, sem prejudicar a ventilação.
- Produtos no animal: não aplique inseticidas por iniciativa própria; consulte sempre o veterinário.
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Bebedouros 18 cm, pack de 5Ver produtoAs mantas e máscaras reduzem o incómodo e as picadas de insetos, mas não substituem a vacina nem o controlo do mosquito no ambiente.
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Perguntas frequentes
O meu cavalo pode transmitir o vírus do Nilo a outros cavalos ou a mim?
Não. Os equídeos e as pessoas são hospedeiros finais: não transmitem a infeção nem funcionam como reservatório. O vírus circula entre aves e mosquitos.
É preciso abater os cavalos saudáveis de uma exploração com foco?
Não. Segundo o Ministério da Agricultura espanhol, não é necessário abater animais saudáveis nem aplicar restrições gerais à circulação de equídeos, salvo decisão da autoridade competente caso a caso.
Quando vacinar contra a febre do Nilo Ocidental?
Depende da idade do cavalo, do seu histórico e da situação da sua zona. Peça ao seu veterinário o calendário mais adequado antes da próxima época de mosquitos.
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Fontes
- RTVC: confirmado pela primeira vez nas Canárias o vírus do Nilo Ocidental em três cavalos (20 de agosto de 2026)
- RTVC: quarto caso num cavalo nas Canárias (1 de setembro de 2026)
- Diario Veterinario: primeiro foco de 2026 em equídeos nas Baleares (15 de setembro de 2026)
- Ministério da Agricultura espanhol: guia sobre a febre do Nilo Ocidental

